Honduras
como é possível qualificar como “democrática” e “legítima” uma eleição em que há 75% de abstenção de votos?
pois é isso que a imprensa brasileira, bem como a mídia internacional, fazem.
nenhuma omite que a maioria dos governos, apesar de não negarem um possível diálogo, não reconhece a polêmica eleição hondurenha, que ocorreu no último domingo.
porém ao mesmo tempo em que tratam do assunto diplomático, ignoram o rechaço massivo que a população hondurenha deu ao processo eleitoral, que na opinião dos setores progressistas, não passa de uma ferramenta de legitimação do próprio golpe militar. a quantidade de votos foi de irrisórios 21,5%, que representa o não-reconhecimento da votação pelo próprio povo hondurenho.
o governo – irreconhecível – hondurenho é uma afronta à soberania do povo hondurenho, que vêem seu novo presidente, tirânico, afirmar ter um projeto de unidade nacional. mas que, como comprovado por sua metodologia (golpe militar, processo eleitoral imposto e repressão violenta aos movimentos sociais), exclui da unidade a massa de cidadãos que não interessa à direita.
porfirio “pepe” lobo, da direita, foi eleito. que acabe como outro porfirio da história dessa américa latina sofrida e cansada.
é lamentável a postura da imprensa brasileira, submissa às condições de servilidade ao poder. a opinião pública jamais pode legitimar um golpe militar como esse. que dirá sem nem sequer ter informação do que está acontecendo.
Eduardo Galeano comenta a situação de Honduras
Frente de Resistencia qualifica como falsa as eleições
Brasília
a repercussão do escândalo do governo de brasília, representado na figura diabólica de josé roberto arruda, do infame DEM, não precisa reverberar aqui neste blog. o autor deste blog rechaça essa estrutura política independente de escândalos de corrupção.
o tema, como todos os outros acontecimentos, foi prensado na chapa do “espetáculo”. isso torna qualquer assunto volátil.
por isso destaco o comentário de fernando mitre, da rede bandeirantes, proferido ontém no jornal da band (que está incluído na lista dos jornais citados no texto sobre honduras, acima).
Mitre não personificou o escândalo e nem restringiu a prática apenas aos figurões que aparecem nos vídeos. fez foi uma pertinente denúncia do sistema político brasileiro, que propicia tais acontecimentos e desvios. um raro momento de lucidez na televisão brasileira. uma crítica inteligente e que corresponde às expectativas de uma sociedade livre quanto ao Jornalismo.
paremos por aqui, sem ilusão, no entanto.



é exatamente isso aí . Valeu Felipe ! Paredão em Honduras e paredões em Brasilia.